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A SMPED (Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência) desenvolve um estudo em parceria com o INSS para compreender e ampliar os trabalhos referentes à Reabilitação Profissional de pessoas que sofreram algum tipo de acidente de trabalho e precisam se recuperar, biopsicossocioculturalmente.
Restabelecer a saúde física e psíquica, aprender uma nova tarefa ou profissão, recuperar a auto-estima e a segurança pessoal para interagir com a sociedade de cabeça erguida é um caminho longo que requer muito investimento, ação multidisciplinar e força de vontade dos reabilitandos.

Os investimentos não devem ser executados apenas para remediar o problema dos acidentes de trabalho, mas deve contemplar também ações preventivas para diminuir o número de acidentes que mensalmente, amplia o número de reabilitandos afetando além do cidadão, sua família, seu sustento e sua auto estima.
O projeto piloto da SMPED têm como objetivo entender as principais variáveis presentes no complexo sistema de reabilitação de uma pessoa e complementar as ações obrigatórias já desenvolvidas pelo INSS aos munícipes de São Paulo.

O projeto piloto atua com 40 pessoas, durante 220 horas e, graças a parceiros como a Uni Sant Anna que ofereceu o espaço e a um conjunto de educadores que ministraram as aulas, o projeto pode ser realizado, sem nenhum custo para a SMPED e conquistando grandes resultados.
Para 2010, a SMPED formará novas turmas, ampliando esse serviço até que ele se torne um serviço público parte oficial do processo de reabilitação profissional. Os interessados poderão obter mais informações na SMPED com Adriano. (abtcampos@prefeitura.sp.gov.br).

A rede municipal de saúde de São Paulo criou, nos últimos quatro anos, 47 unidades especializadas, que atuam no diagnóstico, reabilitação e concessão de órteses e próteses, cadeiras de rodas, muletas, bengalas e aparelhos auditivos.
A cidade de São Paulo também investirá mais de R$ 3 milhões por ano – além da cessão de dois terrenos nas zonas Norte e Sul - para ampliar em 430 atendimentos/dia a oferta desse tipo de serviço, por meio de convênio com a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), por exemplo. As obras para construção das duas novas unidades também serão apoiadas pelo Governo do Estado.
De seu lado, o Governo de São Paulo implementa a primeira rede pública de centros de reabilitação. Batizada de Rede Lucy Montoro, prevê a construção de 13 hospitais no Estado de São Paulo. A unidade da capital – já inaugurada, tem 80 apartamentos e capacidade para 12 mil atendimentos/mês a pacientes do SUS com lesões medulares, amputações, seqüelas de traumatismo crânio-encefálico, paralisia cerebral, hemiplegia e restrições severas de mobilidades.
Proporcionar acesso universalizado a recursos avançados de reabilitação trará múltiplos efeitos positivos para o indivíduo, a sociedade e até para os cofres públicos. O reabilitado ganharia em qualidade de vida e auto-estima. A sociedade receberia de volta milhares de cidadãos em condições de se tornarem novamente consumidores e contribuintes. O Estado brasileiro, por sua vez, além de arrecadar mais impostos, deixaria de bancar milhões de reais em aposentadorias por invalidez.

Adriano Bandini

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